Uma aventura no litoral

espelhogay_gostoso_na_praiaO verão estava quente nas praias da Cidade da Perdição e você estava livre do Ricardo havia quase um ano.

Numa tarde de sol lá estava ele. O homem dos seus sonhos. Gordinho, peludo e cara de macho.

Após um dia de flertes finalmente o encontro tão esperado. Você não tinha muitos argumentos e nem lugar para uma boa sacanagem. O seu homem era casado e estava em ponto de bala para um sexo selvagem.

Alcir era um grisalho de cinquenta e dois anos e você um adolescente com pouco mais de dezoito anos, sedento por sexo.

Numa das esquinas da rua principal vocês entraram num motel. Era fim de tarde e o calor estava ameno e suportável.

O tesão era tanto que vocês não aguentaram cinco minutos pelados, um em frente ao outro.

O esperma jorrou forte em ambos cacetes, grossos, carnudos e cercados de pelos.

Mais tarde…

Deitados numa cama de casal, vocês trocaram carícias. Alcir gostava de mamar um cacete jovem e tinha medo de ser penetrado.

Depois de muito relutar finalmente se colocou de bruços e cedeu ao seu cacete juvenil. A dor lancinante subiu-lhe nas entranhas e com força você esporrou naquele cu sedento.

Quem não gosta de uma vara dura e grossa. Ainda mais você que sabia como ninguém penetrar cu de homens maduros.

Meia hora depois era ele quem desejava penetrá-lo. Alcir era Gilete e cortava para os dois lados. Você sentou naquela vara grossa e engoliu todo o membro.  Alguns minutos depois seu homem gemeu e gritou até gozar e esporrar tudo dentro do seu cu – Aquela foda foi deliciosa!

Alcir era  um corruptor lindo e tinha o biotipo que você sempre sonhou e após muita conversa você soube que ele era engenheiro mecânico numa grande empresa duma cidade do interior.

A tarde terminou com a promessa de novos encontros. Dali vocês saíram para a rua e Alcir retornou para a sua família que estava hospedada num hotel de veraneio.

Naquele verão você não viu mais aquele homem, pois os corruptores do espelho vem e vão assim com as ondas do mar.

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Vida que segue

espelho_partido_ricardoDez anos se passaram desde que você chegou ao Mundo dos Espelhos. Você era uma criança de nove anos, assustado, indefeso e curioso.

O tempo passou e você nunca esqueceu aquele primeiro verão. Os primeiros passeios na Alameda dos Espelhos e as incertezas do futuro.

Lembra-se da Tula? Quanta desgraça em tão pouco tempo! Um anjo gay corrompido e assassinado covardemente pelo padrasto.

Mas a vida seguiu seu curso e lá estava você num encontro casual com Élio – O gringo. Você se lembra dele? Onde estará? Será que teve outros amantes?

Uma década e aqui está você sentado na varanda do apartamento na Vila dos Espelhos Cristalinos, um bairro novo ao lado da Vila dos Espelhos Azuis, a classe média de Mirror City, recordando os últimos anos da sua existência. Você já é um homem feito, já tem vinte anos e que viveu intensamente situações únicas. Lembra-se daquele crime no Boulevard Central?  e o Giordano?

Ah, aquele primeiro Natal no Mundo dos Espelhos! Solidão e solidariedade na mesma noite!. E o Rafael? que fim levou aquela bicha velha e fanchona da Praça dos Espelhos?

Aquele ano foi péssimo e você ainda viu o passivão do Antônio cortando os pulsos naquela espelunca do beco. Você correu dez quadras e nem percebeu que estava longe daquela cena de filme de terror – Desgraças nunca vem sozinhas, ainda mais para um adolescente de quatorze anos! Coincidência ou não, ele também foi abusado pelo padrasto, igual à Tula.

O ano seguinte foi um pouco melhor. O carnaval marcou muitas mudanças na sua vida. Infelizmente o Aquilino era promiscuo e as saídas diária para as saunas de pegação nunca terminavam em coisas boas. Frustrações comuns no mundo gay dos espelhos!

broken_mirrors_espelhoMas agora você não quer lembrar-se do passado, pois o presente é maravilhosamente melhor e Ricardo é um homossexual, gentil, educado e másculo. É uma pena que ele tenha aversão de aparições públicas o que mantêm você confinado na Vila dos Espelhos Cristalinos onde não tem badalação e nem diversão. É um bairro calmo e familiar, mas ainda assim é melhor do que os guetos da região central da cidade.

O bom da vida que você viveu, foram os passeios de carro e as viagens para a praia e isso era motivo para esquecer a monotonia da cidade – Naquela noite seu amante estava com fogo e muito apetite sexual – fazia mais de mês que ele não te enrabava.

Numa cama macia do apartamento da orla da praia, ele te agarrou forte e entregou o cacete grosso para você chupar. Ele queria mesmo é meter dentro e daquela vez você sentou firme naquele mastro duro. Como esquecer aquela sensação de ser penetrado e engolir toda aquela vara? Num movimento rápido o cacete sumiu no seu rabo  e você rebolou gostoso, gemendo de prazer. Ricardo esporou forte e brindou o seu cu  com o esperma quente dos amantes.

Meses depois…

A traição é comum entre homossexuais da Cidade da Perdição. Uma relação estável é utopia e dura o tempo de uma nova paquera ou conquista.

Os Homens buscam beleza física, jovialidade e novidades. Um cuzinho novo, um cacete diferente, um corpo estranho para desvendar. Assim é o mundo dos amantes homossexuais.

Você não quis acreditar, mas o Ricardo era paquerador e traidor, gostava de novidades. Naquela noite de outubro o ar estava abafado e seco na Pizzaria do Giovanni. Você gostava de cerveja e ele de caipirinha, combinação perfeita para a embriaguez e brigas.

Após copos e mais copos de álcool disfarçado com limão e açúcar, o seu amante ficou bêbado e no caminho de casa você tomou a decisão de seguir sua vida longe daquele homem inconstante e volúvel.

Na esquina da rua de acesso à vila você mudou de rumo e seguiu para a periferia de Mirror city –cidade da Perdição. Estacionou o carro numa viela, saiu e seguiu à pé rumo à casa dos seus pais que não os via há mais de um ano.

Ricardo seguiu atrás e não entendia o que estava acontecendo. Você sarcástico e frio disse simplesmente: Acabou, quero viver minha vida! Adeus

Dois meses depois você soube da notícia da morte do Ricardo num acidente de carro. Voltando pra casa, bêbado e sozinho enfiou o veículo numa pilastra de cimento do viaduto de acesso à Vila dos Espelhos Cristalinos.

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